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9 de Fevereiro de 2010
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Jornalistas e Política

A candidatura de jornalistas à Assembleia da República, no quadro das eleições legislativas de 17 de Março de 2002, desencadeou forte polémica na Imprensa, com especial relevância para o envolvimento do presidente do Sindicato dos Jornalistas na lista de uma coligação pelo círculo do Porto, embora em posição não elegível. O caso determinou uma declaração pública do Sindicato e vários artigos de opinião. Para que conste, aqui se registam os pontos fortes da polémica.


Participação de jornalistas nas legislativas

Na sequência de reacções suscitadas pela participação do presidente do SJ, Alfredo Maia, na lista da CDU pelo círculo do Porto às eleições legislativas de 17 de Março de 2002, embora em lugar não elegível, a Direcção do Sindicato dos Jornalistas discutiu o assunto na sua reunião semanal, tendo tomado posição pública num comunicado que divulgou em 6 de Fevereiro.


«Jornalista não deve fazer política»

Em editorial intitulado «Não, um jornalista não deve fazer política», inserido no Público de 2 de Fevereiro de 2002, António Granado emitiu a opinião de que «o jornalista que assume um papel de actor perde, perante os seus leitores e as fontes de informação, a isenção com que deveria por eles ser encarado».


Resposta ao editorialista do Público

Ao abrigo do direito de resposta, mas sem reclamar a exactidão do local de publicação nem a proibição de réplica simultânea, o presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, Oscar Mascarenhas, enviou ao Público uma carta a António Granado, que aquele jornal inseriu na edição de 5 de Fevereiro de 2002.


«As regras do jogo»

Na mesma edição do Público em que Oscar Mascarenhas exerceu o direito de resposta ao editorial de António Granado, o jornalista José Vítor Malheiros publicou um comentário intitulado «As regras do jogo», asseverando que «a candidatura a um cargo político não só destrói qualquer aparência de independência como a limita de facto».


«A lealdade cercada»

Na sua coluna semanal «Manifestos & Exageros», que se publica às quartas-feiras no Diário de Notícias, Oscar Masarenhas voltou a abordar, em 6 de Fevereiro de 2002, o caso suscitado pela candidatura de Alfredo Maia às eleições legislativas, apresentando uma crónica que intitulou «A lealdade cercada».


Debate aprofundado, precisa-se

O jornalista Avelino Rodrigues, membro da Direcção do Sindicato dos Jornalistas, resolveu intervir na polémica gerada pela candidatura de Alfredo Maia às eleições legislativas, fazendo publicar no Diário de Notícias de 7 de Fevereiro de 2002 um texto de opinião intitulado «Os jornalistas e a política».


«Que é que se critica, afinal?»

Candidato independente às eleições legislativas pelo PS, Vicente Jorge Silva, não obstante discordar da candidatura de Alfredo Maia pela CDU enquanto presidente do SJ, manifestou-se igualmente crítico das opiniões expressas no Púbico por António Granado e José Vítor Malheiros, fazendo-o num artigo publicado em 8 dee Fevereiro de 2002 com o título «Jornalistas e actividade política».


«A mediacracia e as eleições»

Com o título em epígrafe, J.-M. Nobre Correia publicou em 9 de Fevereiro de 2002, na sua coluna semanal do Expresso, denominada «Mediapolis», um comentário à questão da participação dos jornalistas na política, citando para o efeito o que determina o Livro de Estilo de um jornal de referência tão prestigiado como o «Le Monde».


«Uma decisão infeliz»

Em artigo intitulado «Os jornalistas na política», saído na sua coluna dominical em 10 de Fevereiro de 2002, Mário Mesquita acha excessivas muitas das críticas feitas a Alfredo Maia, considerando no entanto que a sua candidatura política, para «caucionar» a lista da CDU no Porto, mesmo não sendo um acto reprovável, é todavia uma decisão infeliz, que fragiliza a sua posição enquanto presidente do SJ.


«Sindicalismo é prática política plena»

Na secção Telecorreio, o Público de 10 de Fevereiro de 2002 inseriu, com o título acima reproduzido, um texto do jornalista Miguel Marujo, em que comenta a resposta de Oscar Mascarenhas ao editorial de António Granado. Considerando que a prática sindical é uma participação política plena, recusa todavia ao jornalista o direito de entrar no jogo político-partidário.


O «contrato» do jornalista

Na sua análise semanal, a provedora dos leitores do Diário de Notícias, Estrela Serrano, abordou a questão dos jornalístas e da política num artigo que intitulou «Ser Jornalista» e foi publicado em 11 de Fevereiro de 2002. Nesse artigo observa que o «contrato» do jornalista é com os cidadãos e a sociedade, que esperam receber dele informação rigorosa e independente.


O jornalista faz política, mas...

Em novo comentário intitulado «Jornalistas e eleições», José Vítor Malheiros volta à liça no Público de 12 de Fevereiro de 2002 para esclarecer melhor a sua posição, em função das ambiguidades de que foi acusado por Vicente Jorge Silva. A expressão-chave, acentua, é que o jornalista pode tornar-se político no activo, mas não «ao mesmo tempo».


Divergências de fundo e de pormenor

Em nova intervenção sobre a polémica «Jornalistas e política», Oscar Mascarenhas controverte, no Público de 17 de Fevereiro de 2002 , posições assumidas por Mário Mesquita, com o qual a discordância é de pormenor, e com Miguel Marujo, jornalista do PortugalDiário, com quem a divergência é manifestamente absoluta.


«Compatível, disse ela»

Ainda no âmbito da polémica sobre jornalistas e política, o director-adjunto do Público, Nuno Pacheco, escreveu naquele jornal, em 21 de Fevereiro de 2002, com o título em epígrafe. Um breve comentário a declarações feitas por Maria Elisa ao Diário Económico, na sua qualidade de candidata a deputada pelo PSD pelo círculo eleitoral de Castelo Branco.




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